
Certo tempo atrás, quando viajava de trem, ouvindo CD, e vendo a paisagem urbana dos arredores de Nova York, me pus a pensar algo muito interessante. Cheguei a conclusão de que nossa vida é um longo filme, cheio de clímax, com momentos de alegria, tristeza, surpresas, algumas derrotas e muitos sucessos. Um filme com atores principais, coadjuvantes, e outros apenas figurantes. Com momentos de tédio, excitação, grandes descobertas e cenários inesquecíveis. Esse grande filme tem melodia, trilhamos cada momento e certamente cada um de nós possui uma música específica para lembrar as passagens.
Alguns filmes seriam tediosos, mas a grande maioria deles, imperdíveis. Como seria o seu filme? Você já pensou nisso alguma vez? O que você guarda da sua história? Há muito que transmitir?
Pense nisso, se você acha que seria uma história desinteressante, mude o rumo dela. Viva mais de amor, tenha mais paixão, viaje, cante, dance, sorria, reze, caminhe sempre para frente, nunca de cabeça baixa, pois esse filme tem de ser contado por muitos.
Não há nada mais triste do que olhar para trás e ver que a vida passou sem muita emoção.
Tudo é muito rápido, o tempo não espera por decisões muito lentas, este filme tem de ser feito em “real time”, sem muitos rodeios. Alguns trechos, infelizmente, não podemos modificar, mas grande parte da história somos nós que escrevemos.
Pense nisso, e que ninguém abandone a sala antes dela terminar. Faça tudo para que no fim todos chorem muito e aplaudam de pé.
Arlindo Namour Filho